Muroidea Tarot

Muitas pessoas fazem perguntas antes de confirmar (ou não) se terão um consulta de Tarot comigo.

São todas válidas e as respostas dizem respeito ao meu modo de lidar com as cartas, logo, não validam ou recriminam outros profissionais. Achei que seria interessante fazer uma compilação das frequentes (FAQ) para facilitar um pouco as coisas e uniformizar as respostas.

Ainda tem dúvidas? Deixe nos comentários que eu respondo.

1. Qual o Tarot que você usa?

O Tarot que o oraculista utiliza é irrelevante, acredite em mim.

Tem quem chame o Lenormand (aka Baralho Cigano) de Tarot e eu entendo a confusão, mas são duas ferramentas diferentes.

Neste caso, reafirmo que a minha ferramenta principal é o Tarot. Eventualmente uso outros oráculos como complemento, mas não os anuncio. Posso ou não vir a fazer uso deles. Isso é algo que resolvo na hora.

Se a sua dúvida é se uso um Marseille ou um Waite-Smith, por exemplo, há um número enorme de baralhos de Tarot no mercado. Cada um tem a sua abordagem e valor. Um profissional não deve ser classificado pelo baralho que usa, mas pela informação que extrai dele.

Você, cliente, precisa de aconselhamento. Eu, cartomante, tenho o compromisso de lhe orientar da melhor forma possível. A equação é essa.

Apenas relaxe e aproveite o momento. Por acaso, uso quase sempre o mesmo baralho para atendimento, mas outros profissionais variam de acordo com o humor ou pegam aleatoriamente da estante – e está tudo bem, pode confiar.

2. Quanto tempo demora a consulta?

Quando eu atendo com locação de espaço, a consulta dura 1h e eu controlo isso com um timer do lado porque pode ter uma pessoa do lado de fora esperando para usar a sala logo depois de mim.

Por garantia, alugo a sala por 90 min, mas já considerando eventuais atrasos e o tempo que preciso para entregá-la como encontrei. Acrescento esta informação apenas para você saber dá para fazer tudo sem atropelos.

No atendimento online eu não preciso ser tão rígido. Se necessário, vou um pouco além. Isso não significa, no entanto, que estou disponível por todo o tempo que você desejar. Eu naturalmente sei quando o atendimento encerrou, mesmo que você tenha outras 20 perguntas em mente.

Na prática, 60 min são mais do que suficientes para acolher as dúvidas e aconselhar de forma apropriada. Mais do que isso vira entretenimento e sequer acredito que resulte em algo produtivo.

3. O que acontece durante o atendimento?

Todo processo é uma conversa sem qualquer elemento estranho.

Temos duas etapas: na primeira eu abro o seu Tabuleiro e converso com você sobre tudo o que ele apresenta para o momento. Eu considero o Tabuleiro um método bem completo. É raro que ele não “fisgue” as questões que lhe trouxeram para a consulta.

Caso algum tema não apareça ou qualquer tópico precise de detalhamento, na segunda etapa eu parto para as perguntas e respostas diretas.

Gravei um vídeo onde abordo esta questão e talvez ajude:

4. Nesta segunda parte eu tenho direito a quantas perguntas?

Não existe um número fixo de perguntas. Tem quem não faça pergunta alguma, inclusive, porque o Tabuleiro já respondeu todas as questões importantes.

Via de regra, as perguntas surgem naturalmente como um desdobramento do Tabuleiro. Quando se trata de relacionamentos, tenho um método específico para analisar o casal.

É preciso ter sabedoria para usar este tempo de forma adequada. Concentre-se no que é importante para você no momento.

Antecipo que não repito perguntas – não adianta explorar a mesma coisa de outra forma como quem quer confirmar ou fazer uma “melhor de 3”.

Também não respondo sobre terceiros.

5. Eu preciso falar alguma coisa antes da consulta?

A única pergunta que faço antes de abrir o jogo é se você já teve alguma experiência com o Tarot para eu fazer ou não alguma introdução. Deixo que o Tabuleiro apresente as narrativas que cabem no momento.

Depois da interpretação de algumas casas, é comum que eu pergunte se o que disse até então faz sentido para dar borda à nossa conversa. Neste ponto você contextualiza onde o que falei encaixa na sua vida, mas não precisa detalhar toda a história (lembre-se do tempo).

Obviamente, a qualquer momento você pode me interromper para confirmar algo, formular uma pergunta ou pedir para que eu seja mais claro sobre algo que acabei de falar.

Escolho confiar na maturidade de quem me procura. Se você mente deliberadamente para me testar ou omite informações importantes, é a única pessoa a sair perdendo.

R.Black Tarot

6. Você descreve pessoas, dá nomes, diz onde esqueci as minhas chaves?

A descrição de pessoas se dá de forma comportamental. Há quem indique característica físicas, idades e nomes, mas isso está fora do meu escopo de habilidades – o que inclui a localização das suas chaves. 😉

7. Sua leitura permite questionamentos práticos ligados ao dia a dia ou tem uma abordagem mais psicológica?

Eu também atuo como psicoterapeuta, mas esta atividade é exercida em outro momento. O trabalho como tarólogo é de interpretação das cartas.

É fato que o meu trabalho nunca foi baseado apenas nas promessas do que está por vir. A previsão existe, mas o futuro também depende de movimentos internos e precisamos nos responsabilizar por eles.

A minha abordagem é naturalmente direta e prática, com a sugestão de movimentos de médio e curto prazo e a indicação de oportunidades e desafios.

Se houver indícios da necessidade de algum acompanhamento terapêutico, irei falar. Pode ficar por sua conta procurar alguém ou posso indicar algumas pessoas em quem confio.

Obviamente eu sou uma opção, mas deixo para falar das indicações ou do meu trabalho como psicoterapeuta fora da sua consulta de Tarot. Primeiro as cartas e o que elas têm para lhe dizer.

8. Eu quero uma consulta de Tarot, mas não quero ouvir sobre “coisas ruins”.

Ok, isso nem é uma pergunta, mas resolvi inserir no FAQ.

Se você está em busca de um momento de distração, não sei se uma consulta de Tarot é a melhor coisa a se fazer. Há opções mais agradáveis.

É consenso que as pessoas procuram um tarólogo quando têm um problema, logo as cartas são utilizadas para descortinar pontos cegos e mapear tendências. Pode ser que elas digam que você está exagerando e precisa lidar com as situações com mais leveza. Pode ser que elas afirmem que as coisas estão difíceis, mas que você é capaz de superar assumindo esta ou aquela postura.

No entanto, não estamos livres da possibilidade que elas alertem que a situação está ruim e vai piorar, sendo que a carta que aponta um problema sempre aponta uma “solução” (um caminho de menor tensão).

Se você não está preparade para isso, não procure por aconselhamento, sério.

Aí você quer saber da sua relação com alguém e não me parece que isso vá dar em algum lugar bom. Qual o meu papel? Dizer da forma mais amorosa possível o que as cartas colocam como tendência. Não tem outro jeito.

Agora, se por “coisas ruins” você se refere à notícias de morte, esta é uma pergunta complicada de responder mesmo quando claramente formulada, então não se preocupe porque não vou tirar algo assim do bolso para lhe impressionar. Não precisamos passar por isso, concorda? 😉

9. Preciso me preparar de alguma forma para a consulta?

Não. Nenhum tipo de restrição (sexo, álcool, carne, etc) se aplica como pré-requisito para uma consulta.

Nunca aconteceu de aparecer alguém bêbado, por exemplo, e eu seria obrigado a mandar a pessoa de volta sem atender, se fosse o caso. Não que isso fosse me atrapalhar, mas porque essa pessoa não estaria em condições de aproveitar a consulta.

Eu, como cliente, tenho o hábito conversar com os que me acompanham (mestres, mentores e aliados) para que eu esteja plenamente receptivo para a consulta e que as respostas que eu necessito sejam dadas com clareza. Fica a sugestão, mas isso é com cada um.

Tudo o que eu preciso de você é serenidade. Algumas pessoas chegam muito ansiosas à consulta em função da expectativa do que desejam saber ou porque a experiência de recorrer a um oráculo é nova.

O que eu posso dizer é que não há nada para se assustar e quanto mais relaxade você estiver, melhor – melhor até para ouvir com o correto entendimento o que eu tiver para falar.

Amostra de cartas com o Marseille (menor) e Waite-Smith (maior)

10. Para quando preciso marcar a próxima consulta?

A resposta curta é “não tão cedo”, mas deixa eu elaborar melhor isso:

Eu trabalhei numa grande empresa em que o presidente tinha uma “política de portas abertas”. O que isto significa? Em linhas gerais, que qualquer funcionário poderia pedir para falar com ele sem ter que passar por seus superiores ou qualquer outra burocracia. Bastaria apenas que ele tivesse tempo de atender. No entanto, havia uma regra de ouro: considere esta opção como algo equivalente a “em caso de emergência, quebre o vidro”, afinal, o cara não poderia passar o dia inteiro ouvindo história dos outros.

Onde eu quero chegar? Eu sou contra consultar o Tarot para qualquer coisa ou repetidas vezes para cada microevolução de um enredo. Tenho vários cliente que retornam frequentemente de uma forma saudável a cada três ou quatro meses. Alguns me procuram duas vezes ao ano.

Você pode me procurar quando sentir que precisa, só não crie dependência com o oráculo. Não é saudável.

11. Você faz previsões para o ano todo?

Eu sei que alguns profissionais oferecem este tipo de serviço e talvez eles sejam muito bons nisso – é o que eu espero. No entanto, considero uma previsão com o Tarot sujeita a muitas variáveis para arriscar leituras de longo prazo.

O que eu faço algumas vezes é atender próximo do aniversário da pessoa e fazer um apanhado de promessas para o novo ciclo, incluindo o Tabuleiro do Arcano Anual, baseado na data de nascimento do consulente e o ano em vigor. Nunca algo do tipo “daqui a três meses vai acontecer isso e daqui a oito vai acontecer aquilo”.

Entenda, o Tarot anuncia tendências. A vida parece correr nessa direção, mas nada impede que elementos fora do nosso controle nos favoreçam ou nos atrapalhem no meio do caminho. O futuro não está gravado em pedra.

Tarot de Marseille

12. Você recomenda “coisas”?

Se por “coisas” você se refere a algo de natureza mágica, a resposta é não. Minhas recomendações – na verdade, as recomendações das cartas – são sempre comportamentais.

Caso se aponte uma orientação de ordem espiritual, irei aconselhar que você procure alguém da sua confiança dentro daquilo que você professa.

No mais, a “coisa” mais frequente que eu recomendo é fazer terapia com um profissional qualificado.

13. Quanto você cobra para responder uma única pergunta?

A mesma coisa que cobro para um atendimento completo.

“Como assim?”, você pergunta. Algumas consultas de “uma pergunta” tomam tanto tempo quanto qualquer outra, porque quase sempre calha de ser algo complexo ou que se desdobra em outras questões.

“Mas é uma pergunta bem simplesinha”, você argumenta. Sim, é isso que todo mundo diz.

Eventualmente – e apenas na modalidade online – cobro para atender por 30 min. Se pergunta e resposta couberem neste tempo, ok. O valor é a metade do atendimento completo.

14. Qual a sua política com contratempos?

Eu tenho isso por escrito na página Atendimento.

Em resumo, com 24h de antecedência, podemos remarcar uma vez. Se você me avisa que não pode depois disso, não restituo o valor da consulta. O horário estava reservado para você. No presencial eu pago pela locação da sala e me desloco para te encontrar. Online, eu deixei de atender outra pessoa.

Quanto a atrasos, eles contam como tempo reservado para a consulta. Online ainda existe alguma flexibilidade, mas no presencial tenho outra pessoa esperando para ocupar a sala.

Com 30 min de atraso eu dou o atendimento por cancelado e sem restituição do valor.

15. No espaço você paga pela locação. Se vier na minha casa você cobra menos?

Não, cobro mais, pois considero que é um conforto para você, não para mim. E a diferença é grande mesmo para te desencorajar. Se, mesmo assim, você tiver interesse, dependerá realmente da sua localização para saber se para mim é conveniente ou não ir ao seu encontro.

16. Puxa, mas se interpretar as cartas é um dom de D’us, você não deveria fazer isso como caridade? Kardec dizia blá-blá-blá…

Estudo Tarot desde 1989. Já investi muito (e continuo investindo) em livros, baralhos, cursos e palestras. É um processo constante de aperfeiçoamento.

Acho justo cobrar pelo trabalho que realizo e pratico um valor que é o que me deixaria confortável pagar para outro profissional. Como qualquer outro produto ou serviço, cada um é livre para procurar o que melhor lhe atende.

The Alchemical Tarot

17. Você faz trocas?

Para fazer troca é necessário interesse mútuo e o escambo precisar girar em torno de valores equivalentes. Não se sinta ofendide se eu não tiver interesse, no momento, no que você tem para oferecer.

18. Por que eu preciso pagar antes pela consulta?

Segurança minha. Você fica à vontade para aceitar isso ou não.

Caso, por qualquer motivo, você tiver feito o depósito e desistir do atendimento até 24h antes, nenhuma pergunta será feita e farei estorno do pix.

Nos atendimentos presenciais, eu cobrava depois da consulta, mas já aconteceu, mais de uma vez, da pessoa não aparecer. E aí eu não só me desloquei à toa, como paguei pela sala sem ter tido uma receita.

19. Posso jogar para perguntar sobre outra pessoa?

Em um jogo de relacionamento, por exemplo, eu falo dos sentimentos do seu par com relação a você, mas não da vida dessa pessoa. Fora isso, o (meu) Tarot só fala de quem está na minha frente. O Tarot pode tudo, mas a ética é minha.

20. Posso gravar a consulta?

Nos atendimentos online, eu mesmo gravo pelo Zoom e depois mando o link do áudio para download. No presencial, você pode gravar sem problema.

Para marcação de consulta, mande mensagem para o WhatsApp (21) 99803-0970.